Notícias- 11/04/2017
PSDB defende aprofundamento das investigações e fim do sigilo
A Executiva Nacional do PSDB, o presidente da legenda, senador Aécio
Neves, e outras lideranças tucanas manifestaram, nesta terça-feira (11),
apoio ao aprofundamento das investigações da Lava Jato no Supremo
Tribunal Federal (STF). Os tucanos defenderam também o fim do sigilo das
delações da Odebrecht, destacando a expectativa de que o avanço do
trabalho das instituições comprovarão que todos os citados “agiram de
forma correta e em consonância com a lei”.
Confira abaixo a manifestação dos tucanos.
Executiva Nacional do PSDB
O PSDB sempre defendeu o fim do sigilo das delações e o
aprofundamento das investigações. Confiamos que elas serão conduzidas
dentro do estrito respeito aos ritos processuais, com amplo direito de
defesa e exercício do contraditório.
Consideramos que as investigações das citações feitas permitirão que a
verdade prevaleça, pondo fim a boatos e insinuações que não interessam
aos que prezam a democracia, a ética e, sobretudo a Justiça.
A partir de agora, os membros do partido citados terão a oportunidade
de defesa e de fazer os esclarecimentos necessários a comprovar que
agiram de forma correta e em consonância com a lei.
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
Não conheço, ainda, o teor exato das
declarações de Emílio Odebrecht. Mas digo: é importante ir até o fundo
das questões. O Brasil hoje precisa de transparência, e a Lava Jato está
colaborando para que se coloquem as cartas na mesa. Vamos colocá-las.
Eu não tenho nada a esconder, nem a temer. Vamos tudo esclarecer.
Clique
aqui para ver o pronunciamento de FHC.
Senador Aécio Neves
O senador Aécio Neves, considera importante o fim do sigilo sobre o
conteúdo das delações, iniciativa solicitada por ele ao ministro Edson
Fachin na semana passada, e considera que assim será possível
desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta.
Liderança do PSDB na Câmara
A bancada do PSDB na Câmara reafirma sua confiança na Justiça e nas
instituições. O fim do sigilo das investigações permitirá que os citados
exerçam plenamente o direito de defesa e que a verdade, enfim,
prevaleça. É fundamental, todavia, que o trabalho das instituições não
paralise o país. Há uma agenda de reformas pendente no Congresso e elas
são cruciais para a reativação da economia e a geração de emprego.
Deputado federal Ricardo Tripoli (SP), líder do PSDB na Câmara
Senador Cássio Cunha Lima (PB)
Em seu perfil no Facebook, o tucano divulgou um vídeo em que mostra
seu posicionamento sobre o caso. “Que a investigação ande, e ande
rápido. Para que tudo seja esclarecido e, mais uma vez, nós possamos
mostrar que nunca usei o meu mandato para beneficiar qualquer que seja a
empresa ou fazer qualquer negócio ilícito”, disse.
Clique aqui para ver o vídeo completo.
Outra manifestação do senador: “Recebi uma doação da Brasken (do
grupo Odebrecht) na campanha de 2014. Essa doação foi devidamente
declarada na minha prestação de contas. O meu patrimônio é absolutamente
compatível com a minha renda e eu nunca usei de quaisquer dos meus
mandatos para enriquecer ilicitamente. Quando prefeito de Campina Grande
e governador da Paraíba, jamais tive uma obra pública executada pela
Odebrecht. Tem que investigar, sim! Investigar até o fim! E investigar
imediatamente!”
Senador Ricardo Ferraço (ES)
Foi com absoluta perplexidade e indignação que eu recebi a informação
de que meu nome está incluído na chamada lista do Fachin. Toda minha
campanha foi declarada e como poderão constatar na prestação de contas
no TSE, esta empresa não foi doadora. Nunca tratei qualquer assunto com
essas pessoas e tampouco autorizei que alguém tratasse. Acionarei esses
mentirosos judicialmente para que provem as acusações.
Senador Eduardo Amorim (SE)
O meu nome foi citado na “Lista de Fachin” junto ao da senadora Maria
do Carmo (DEM/SE) e que o então prefeito João Alves (DEM/SE) teria
solicitado R$ 600 mil para as duas campanhas em 2014. Gostaria de
esclarecer que NÃO AUTORIZEI ninguém a pedir valores para a campanha em
meu nome, NUNCA tive qualquer contato e NÃO CONHEÇO os empresários
Fernando Luiz Ayres da Cunha Reis e Alexandre José Lopes Barradas –
delatores da Lava Jato. NUNCA e em tempo ALGUM pedi nada a Odebrecht e,
repito, NÃO AUTORIZEI ninguém a solicitar dinheiro e muito menos tive
conhecimento disso. A minha campanha NÃO UTILIZOU recursos de caixa
dois. E isso fica comprovado, inclusive, na denúncia divulgada, onde meu
nome NÃO aparece como requerente, NEM recebedor destes recursos. Quem
solicitou valores aos empresários para uso em caixa dois, que explique e
responda pelos seus atos. TODAS as doações da minha campanha foram
oficiais, declaradas e encontram-se à disposição no site do TSE. No
mais, estou à disposição da Justiça para possíveis esclarecimentos.
Ministro das Cidades, Bruno Araújo
De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas
empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado.
O sistema democrático vigente estabelecia a participação de
instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação
institucional com todas essas empresas.
Em todo o meu mandato, sempre atuei em prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência.
Deputado federal Betinho Gomes (PE)
O deputado federal Betinho Gomes se mostra tranquilo em relação à
notícia divulgada pelo jornal Estado de São Paulo, relatando a aparição
do seu nome entre os parlamentares que o ministro Edson Fachin, relator
da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), teria determinado a
abertura de inquérito no STF.
O parlamentar reafirma não ter cometido irregularidades e destaca que
irá pedir acesso às informações desse possível inquérito com o objetivo
saber do que realmente está sendo acusado.
O deputado é o maior interessado nesta apuração e quer ter acesso ao teor das denúncias para poder se defender.
O tucano, no entanto, reitera ter a consciência tranquila, com a
responsabilidade de quem sabe que não haverá nada que tenha feito que
seja ilegal.
O deputado reafirma seu compromisso e de apoio à Operação Lava Jato.
Prefeito de Blumenau (SC), Napoleão Bernardes
O prefeito Napoleão Bernardes disse estar perplexo com esta menção.
Ressalta que seu governo e sua vida pública sempre foram e são pautados
na ética, na seriedade, na transparência e na verdade. Confiante na
Justiça brasileira, Napoleão Bernardes tem certeza de que os fatos serão
esclarecidos mostrando sua isenção neste processo.
Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin
Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política, nem
autorizei que o fizessem em meu nome. Jamais recebi um centavo ilícito.
Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas dentro
da lei.
Fonte:
www.psdb.org.br