NOTAS (ANTIGAS?) BACANAS
sábado, 24 de outubro de 2015
ORAÇÃO À SÃO RAIMUNDO NONATO
"Meu São Raimundo
Tu que nascestes de uma mãe morta e por isso carrega o seu nome Nonato,
Tu que por não se calar sobre a obra de Deus
Teve a boca fechada com um cadeado,
Tu que lutando entre os homens salvou semelhantes do jugo sarraceno,
Acolhei-me sob a vossa santa proteção,
Livrando-me das ciladas do mal,
E guia-me pelos caminhos de Deus.
Em nome do Pai
Do Filho
E do Espírito Santo,
Amém."
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
NOTAS INICIÁTICAS BACANAS...
Este blog, acreditando piamente que Deus está em todas as coisas do universo, sugere a você, amigo leitor, uma meditação sobre uma vaga pergunta de cunho filosófico:
Por que o anjo disse a José e Maria que fugissem para a segurança do Egito com a finalidade de proteger o Santo rebento?
Alunos aplicados que somos, e falamos de história antiga que se aprende na faculdade, achamos que a resposta pode estar no fato de que a presença e observância de preceitos das leis do nosso Deus bíblico (do blog) já existiam, há mais de mil anos antes, na cultura egípcia. Confira, pois, um exemplo disso na oração baseada no Livro Dos Mortos daquele povo...
“ Glória a Ti, Ó Grande Deus, Senhor de Toda a Verdade! Venho à Tua presença,
E aqui me encontro para tomar consciência de Teus decretos.
Conheço-te e estou harmonizado contigo e com Tuas Quarenta e Duas Leis que habitam contigo nesta Câmara de Maat.
Por ti destruí a maldade.
Não fiz nenhum mal à humanidade.
Não oprimi os membros de minha família.
Não pratiquei o mal, em lugar do direito e da verdade.
Não convivi com homens indignos,
Não exigi consideração especial,
Não decretei que um trabalho excessivo me fosse prestado.
Não apresentei meu nome para enaltecimento.
Não privei de bens os oprimidos.
Não fiz ninguém passar fome.
Não fiz ninguém chorar.
Não infligi dor a nenhum ser humano ou animal.
Não espoliei os Templos de suas oblatas.
Não adulterei os padrões de medida.
Não invadi campos alheios.
Não usurpei terras.
Não adulterei os pesos da balança para enganar o vendedor.
Não fiz leitura errada do fiel da balança para enganar o comprador.
Não afastei o leite da boca das crianças,
Não fechei a água no momento em que ela devia correr.
Não extingui a chama quando ela devia arder.
Não repeli a Deus em suas manifestações
Sou Puro! Sou Puro! Sou Puro!
Minha pureza é a pureza da Divindade do Templo Sagrado.
Portanto o mal não me acometerá neste mundo, por que eu, eu mesmo conheço as leis de Deus que são o próprio Deus.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
POR FAVOR, CREIAM EM MIM...
Parte 14
Nos dias que se seguiram, eu e Elizabeth falamos, discutimos, ponderamos, imaginamos e dissecamos tudo o que podíamos a respeito do assunto "discos-voadores".
Não contei a ela que viajei no mesmo ônibus, que fomos passageiros na mesma viagem. Não podia contar com isso, sem contar também sobre Eliza, a sua irmã, que eu num delírio louco persegui até o fim, até a morte. Era um problema de consciência. Meu, só meu.
Ao invés de dizer o que também se passou comigo, preferi falar que era um ufólogo fanático, que já havia lido casos como o de Elizabeth, que acreditava em forma de vida extra-terrena, e que estava interessado em ajudá-la.
Eu era mesmo um ufólogo. Desde o acidente, procurei assimilar todas as informações possíveis sobre os discos. Li livros, juntei recortes, fiz fichários, li teses, e pela minha conversa com Elizabeth, vi que ela também procurou estudar o assunto.
O tempo ia passando e nós dois havíamos descoberto duas coisas em comum. duas coisas que achávamos maravilhosas; o amor, e a fascinação pelos discos-voadores. Quanto ao amor tentávamos manter as aparências, isto é, na firma e na rua, éramos, ou bons amigos, ou chefe e subordinado. Mas, no meu apartamento, no dela, ou num quarto de motel, nós éramos amantes dedicados. Não havia diferença de idade. Era uma única paixão, mesmo quando representávamos na rua uma amizade. Quanto aos discos-voadores, sonhávamos demais. Trocávamos idéias, teses de tempo, suposições de origem, e até discutíamos a engenharia das possíveis máquinas aéreas, que faziam suas aparições pelo mundo todo, segundo os escritos, desde as mais remotas eras. Parecíamos dois cientistas loucos quando começávamos a conversar.
Foi numa dessas conversas que tivemos nossa mais louca idéia, nosso mais louco sonho.
Estávamos no apartamento dela, nus sob a coberta, descansando do prazer. Fazia frio naquela noite, e o quarto aconchegante, era convidativo em todos os sentidos, numa noite de inverno. O mês era Junho e se passavam pouco mais de cinco anos desde o início.
_ Amor...
_ Humm?
_ De onde será que eles vem mesmo...?
_ Não sei Elizabeth... talvez venham de vários lugares, pois nem sempre são iguais...
_ Mas quê lugares são esses? Onde ficam?
_ Esse mistério, talvez o homem nunca saiba.
_ Amor...
_ Humm?
_ de que adianta estarmos vivos se não temos como adivinhar os mistérios que nos cercam?
_ Talvez, se não houvesse mistério, não se teria razão para viver aqui na Terra _comecei a rir..._ Gostou? Filosofei e aproveitei para te enrolar..._ Ela fez uma careta.
_ Tô falando sério_fez biquinho_ o homem não sabe nem de onde veio...
_ Nem para onde vai...
_ Pôxa, se é assim, o presente, que é a única coisa concreta que temos, deveria estar cheio de respostas e não de perguntas.
_ Eu acho a sua lógica muito precipitada...
_ Tô errada? Diz que estou errada. Morremos sem saber de nada sobre tudo que nos fazem acreditar... tá me entendendo?
_ É, até que tem um certo fundamento...
_ Pra mim tem muito fundamento. Não é justo que eu tenha nascido só pra morrer curiosa.
_ Mas é justamente isso que te dá vontade de viver mais e mais. Se nós soubéssemos sempre de tudo a vida não teria razão de ser.
_ Se continuarmos pensando assim vamos terminar por perder a curiosidade nos discos-voadores. É por pensar assim que o homem, falando de uma forma geral, na sua grande maioria, fica estático, preso a padrões sociais criados por ele mesmo. A tecnologia nunca progrediria se não fossem os curiosos, que podem não ter todas as respostas, mas acharam algumas... o suficiente para que o homem de hoje voasse sem asas no corpo.
Elzabeth tinha razão. Derrepente vi que alimentava uma curiosidade que não deixava crescer. Não me atrevia a assumir meu desejo de saber mais sobre os fatos que aconteceram na minha vida. Eu queria respostas mas não ia buscá-las. Só uma vez, uma única vez, eu me assumi assim, mas terminei por me achar louco. A consequência tinha sido a morte de uma pessoa. Deixar a curiosidade crescer era perigoso e, primeiro, eu tinha que controlá-la.
_ Elizabeth, sabe que você tem razão? o homem quer respostas mas não vai ao encontro delas...
_ É, eu tenho razão, mas também sou um exemplo do que afirmo.
_ Como assim?
_ Veja só: Eu vi um objeto-voador-não-identificado, um OVNI, certo?
_ Certo.
_ Tive medo, e até hoje me arrepio só de pensar, entende?
_ E daí?
_ Mas isso não impede que eu sinta uma enorme atração pelo assunto e que, apesar do medo, acho que dou tudo para viajar num disco-voador...
_ Amor, _tive a idéia fatal_ você acharia insano se nós os caçássemos, como eles nos caçam?
_ Os discos-voadores? Quer dizer, perseguí-los??? Aos discos???
_ É isso... isso mesmo!
_ Fazer como vários grupos de estudo que correm atrás deles? É isso que está me dizendo?
_ É.
_ Mas... eu... nós não temos tanto dinheiro para as viagens...
_ Nem precisamos. Podemos peregrinar. O certo mesmo é peregrinar, por todo o Brasil... quem sabe até pelo mundo...
_ Sem dinheiro? Você está louco??... Você está louco!
_ O que é que há com você? Quem disse que não quer morrer curiosa? Fui eu?
_ Davi, caçadores de OVNIS são membros de entidades e associações que têm verbas para fazer o que se propõe. Eles são organizados, não são errantes.
_ Mas nós podemos ser. Você nunca viu um filme do Hulk? Aquele doutor maluco é um peregrino... o doutor Banner... se o Hulk pode, nóstambém podemos.
_ Davi, criatura, aquilo é um filme!!! Além do mais é mais fácil nós ingressarmos numa entidade ou organização qualquer que trate do assunto.
_ Não, Elizabeth!
_ por que não?
_ Você não entende. Sozinhos teremos mais chances de algum dia fazermos contato-imediato. duas pessoas chamam menos a atenção que centenas delas. Só precisamos de força de vontade.
_ Nós teríamos que abandonar tudo, Davi...
_ E o que nós temos aqui??
_ Ora, nós...
_ Você é tão sozinha quanto eu. Só existe nós dois e um mundo imenso cheio de portas para serem abertas...
_ Mas, Davi...!!!
_ Eu estou te fazendo uma proposta insana, a mais louca que eu já fiz pra alguém.
_ É a mais louca que eu já recebi. Você deve estar biruta...
_ Eu quero que você saia do sistema e venha comigo buscar as suas e as minhas respostas.
_ Davi, você não pode...
_ Vamos assumir essa doidice toda. Vem comigo?
_ Você não pode estar falando a sério...
Mas eu estava falando sério. Era aquilo mesmo que eu queria, acho que desde o dia do acidente. Elizabeth não conseguia entender muito bem a minha repentina decisão, pois aos seus olhos, ela teria mais motivos para sair feito doida atrás de um OVNI do que eu, uma vez que ela não sabia que eu passara pelas mesmas coisas que ela. Não pretendia contar a ela meus motivos reais, mas tentaria convencê-la a peregrinar comigo. Caso contrário, acho que iria sozinho.
Meu delírio tinha voltado: Encontrar novamente a coisa-vodora do meu passado.
_ Davi...
_ O quê?
_ Eu nunca te contei, mas...
_ ...?
_ Meu sonho é casar... e ter um filho... ser mãe.
_ Ela disse isto para me segurar. Tinha certeza. No fundo os discos-voadores não eram tão importantes para ela, quanto eu era. Mas, tive de ser sincero, pois o inverso acontecia comigo. Essa era a grande verdade.
_ Acho melhor você desistir desse sonho seu... ao menos por enquanto, Elizabeth. _ Fui duro, cruel e ela chorou.
Tudo acontecera na minha vida de forma irreal. A decisão que eu havia tomado de tornar-me um peregrino e sair dando cabeçadas atrás de luzes que voavam no céu foi a coisa mais doida que eu poderia ter feito. Isso, sem contar que essa decisão foi tomada e fixada durante uma conversa na cama. Era tudo irreal, repentino e abstrato demais para dar certo... mas acho que é assim mesmo que as coisas acontecem na vida de cada um.
Foi uma feliz surpresa, quando dois dias depois Elizabeth me procurou para dizer que iria comigo onde eu fosse.
Eu estava em casa e já abandonara até o emprego, quando ela chegou e encontrou-me cercado de livros, mapas, papéis e mais papéis.
_ Eu vou com você.
_ A viagem talvez não tenha volta...
_ Não vai ficar nada mesmo para trás. Eu vou.
Continua...
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