ELEITORES BRASILEIROS DESDE 2002

ELEITORES BRASILEIROS DESDE 2002

Bem vindo(a) ao interior do meu cérebro!


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S.O.S. NOTAS BACANAS


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quinta-feira, 23 de julho de 2015



Sigo na estrada sozinho,
Louco,
Em busca de carinho.
Sigo na minha lida,
Ileso,
Mas me falta um contrapêso.
Singro na minha nave,
Portais,
Mas me falta um algo mais.
Nunca que encontro meu pôrto,
Destino.
Sou um velho e um menino.
Quero algum colo quente
Pra repousar o corpo e a mente.
Só isso.
Só.

COMUNHÃO

Eu queria num segundo
Descobrir todo seu mundo
Entender todo seu ser
Qual na morte,um flashback
Saber tudo de você
Descobrir suas manias
Me encantar com o que te encanta
Ser regado em tua água
Como fosse eu tua planta
Escutar na minha alma
A canção que você canta
Bastaria um só segundo
Descobrir todo seu ser
Entender todo seu mundo
Ficar dentro de você
Comunhão de corpo e alma
Comunhão por um instante
Por mais breve que isso fosse
Já me seria o bastante
Pra nunca te esquecer.

FRAGMENTOS PARA RAIANE

Tanta gente em torno dela
Uma apoteose diária
E ela firme na janela...

Formiguinha do teclado
Faz da vida poesia
Retrata tudo na tela

Amigos por toda parte
Norte,sul,Brasil afora
Entra num site engraçado
E é uma menina agora...

Sempre cita algum desejo
Desejo bem pequenino
Na boca merece um beijo
Ao corpo carece um mimo

Mas é mulher resguardada
No fundo do coração
Finge não saber de nada.

E eu quieto em meu canto
Sigo dela o endereço
No mundo de carne e osso
Ainda não a conheço...

quarta-feira, 22 de julho de 2015


O NOTAS BACANAS LEMBROU DE VOCÊ:




CINEMA NOVAMENTE:

O NOTAS BACANAS, que não é mal-humorado, quer dar boas gargalhadas com PIXELS, O FILME.

O NOTAS BACANAS LÊ E PASSA ADIANTE:

Sigourney Weaver confessa porque matou seu personagem na franquia "Alien".

POR FAVOR, CREIAM EM MIM...
Parte 5

Três dias haviam se passado desde a segunda-feira, e eu não tinha ido trabalhar em nenhum deles. Estava mal-dormido, barbado e mal-alimentado, pois com exceção de alguns sanduíches e uns copos de leite, não havia comido nada nos três dias. Só comi sanduíches em consideração a minha mãe que chorava sem parar, achando que eu tinha ficado maluco. Ela não compreendia meu desleixo e muito menos a minha insistência em que ela contasse e recontasse tudo o que se passara em nossa casa desde que cheguei de viagem na sexta-feira até a segunda-feira. Ela perguntava por que devia me contar, se eu sabia tão bem quanto ela... e aí eu dizia que não me recordava, e ela chorava e me contava que eu não tinha saído de casa em dia nenhum depois que cheguei, que eu havia agido normalmente todos os dias até a segunda e que não saíra, justamente por ter vindo de férias e achar que devia ficar com ela, de quem eu estava afastado durante o tempo em que estive em São Paulo.
Eu morava sozinho com a minha mãe e era muito apegado a ela. Doía-me vê-la chorando por minha causa, mas tinha que berrar, gritar, toda vez que ela dizia que eu tinha agido normalmente no sábado e no domingo. Isso era impossível, porque não me lembrava de nada, só da coisa-voadora, do deserto, do desastre... Falei-lhe dessas coisas todas e aí foi que piorou... Ela dizia que eu estava doente e me fazia as vontades e perguntava se eu não queria ir à um médico...
Foi num momento de total desespero que lembrei-me de perguntar a ela se havia comprado o jornal de sábado. Disse que não. Quem comprava os jornais era eu, e sábado, não comprara nenhum.
Peguei algum dinheiro na carteira e saí porta afora, igual a um maluco. Fui na banca mais próxima de casa e implorei ao jornaleiro um jornal da semana que havia passado, mais precisamente, de sábado. eu contava com a ajuda da sorte, pois embora os jornais que não são vendidos sejam recolhidos depois, os jornaleiros, às vezes, guardam um ou outro exemplar desse ou daquele jornal. o homem olhou para mim sem entender e perguntou para o quê eu queria um jornal velho, de quase uma semana atrás.
_ Não importa! Você tem o jornal?
_ Não.
Quatro bancas depois, eu achei o que procurava. Minha aparência devia ser grosseira, barbado e relaxado como estava, pois o jornaleiro tratou-me como a um mendigo. Porém deu-me o jornal sem nada cobrar por ele. Eu parecia um animal em desespero...
Abri-o ainda na rua. Procurei, procurei, procurei... e finalmente comecei a rir... estava ali a notícia que eu procurava, que eu tanto procurava:
"ACIDENTE FATAL NA RIO-SÃO PAULO. NENHUM SOBREVIVENTE."
Voltei para casa achando que delirava.

Continua...